quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma realidade


Eu sou mulher
Eu não sou submissa, mas sou leal
Eu não sou frágil, mas sou delicada
Eu não sou puta, mas sou safadinha
Eu não sou pegajosa, mas sou carinhosa
Eu não sou certinha, mas sou sincera
Eu não sou dependente, mas sou companheira
Eu não sou emocional, mas sou verdade

Eu sou mulher na forma mais bacana que deve ser, sem mascaras, sem rodeios, sem palpites ou titubeios. Não me subestime, mas também não abuse.
O meu legado é uma revolução de pontos ‘certeiros’.
Eu choro, sofro, grito, me descabelo, quase mato um na ‘TPM’, mas tenha a plena certeza de que sou inteiramente responsável o suficiente pra assumir todas as conseqüências.
Eu brinco, rio, me alegro, falo docemente, sou carinhosa e constantemente pode esperar uma gentileza que é peculiar a minha delicadeza.
Eu posso ser um paradoxo ao seu entendimento, mas sou feita de verdade da cabeça aos pés.
Eu tenho um dom, o mais lindo já visto... Eu tenho o dom de gerar vidas. Portanto não duvide do meu valor.
Não estou em busca de me esconder atrás de fragilidade para parecer uma coisa que não sou.
Eu sou guerreira, trabalho todos os dias, mantenho a casa limpa, meus filhos muito bem educados e ainda me mantenho extremamente charmosa aos olhos dos homens.
Sabe o que é isso? Não? Isso é o maravilhoso poder feminino!

Anormalmente

Rodeada de muitos sonhos
Em fluxos e vultos de felicidade
Uma marca certa de um destino novo
Rumando ao além sem previsão de volta
Um único anseio
A verdade do amanhecer de corpos grudados
Sem limites sobre ondas sonoras de musicas
Psicodélica imagem
Um traço certo de nuances tom de azul
Um grito forte de uma sensação imprópria
Tudo girando
O mundo pertencendo
O poeta cantando
O cantor escrevendo
A canção existindo
Corações acelerados
Um calor intenso
O encontro de almas
O descansar de almas desgraçadas
Em deleito profundo de amar
Vislumbrando o louco eterno
Concebendo a virtude do inteiro

Corações vagabundos que constroem casa. Juntam-se. Anormalmente são felizes.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Minhas lembranças em preto e branco


Eu não tive TV em casa durante um período.
Não sei precisar exatamente quando foi, sei que praticamente toda a minha infância e um período da minha adolescência.
Ah como eu sentia falta disso, todos os meus amigos estavam atualizados quanto aos novos desenhos, novos programas e eu lá, simplesmente sem TV.
Me lembro que queria muito ter assistido uma corrida ao vivo de Airton Senna e não pude. Queria ter acompanhando ao show da Xuxa, mas me era proibido porque ela tinha pacto com o demônio.
Eu queria tanto ter assistido Hilda Furacão e não pude.
Na minha infância sinceramente não me lembro bem o que fazia pra ocupar meu tempo, me lembro apenas que eu era o ‘capeta’ para as empregadas. Corria pela casa dizendo que não iria tomar banho e elas atrás de mim com a mão pronta pra uma palmada. Nesse período não tive meus pais muito presentes e minhas maiores lembranças são desses anjos que me ensinaram coisas maravilhosas.
Mas na minha adolescência, além de ir à escola e fumar escondido eu lia, compulsivamente lia. Chegava a ler Três livros por semana, eu era a freqüentadora mais assídua da biblioteca da pequena cidade onde morei. Posso dizer sem duvida, mesmo com a falta que me fazia e até mesmo as corridas que dava na casa dos vizinhos pra ver TV, que essa foi a época mais produtiva da minha vida. Aos treze anos já tinha escrito um livro, bobo, mas muito importante pra mim.
Eu me fartei de todas as nuances da literatura. Lia de tudo que podia e escrevia de forma mais lírica e pra mim muito importante.
Me lembro das vezes em que fui ao lago que tinha perto da minha casa com caneta e papel e escrevia minhas desventuras amorosas e chorava com minhas emoções tortas.
Nesse período meus amores eram mais intensos, sem limites e sem explicações. Apenas sentia e me deixava levar.
Fumar pra mim era o ápice de minha rebeldia. Os beijos escondidos eram carregados de adrenalina.
Eu era rica sem televisão e não sabia.
Não existia internet, encontros eram marcados na porta do colégio, na hora do recreio e aconteciam na praça da cidade. Tudo girava em torno da praça. Eu tinha hora pra chegar em casa, exatamente as 22hs. Mas extrapolar 5min era motivo de libertação.
Minha adolescência foi rica de tudo que se deve existir pra todos. Lembro com uma nostalgia gostosa de tempos que não voltam, de amigos que não tenho mais contato, mas principalmente de um tempo gostosamente ocioso que não consigo ter mais.
Se eu pudesse voltar atrás não faria nada de diferente, pelo contrario, viveria ainda mais intensamente tudo isso que me foi muito enriquecedor.
Eu não tive TV por um período, mas esse foi de longe o melhor período da minha vida

É


Era um Passat azul bebê solitário
Era um “psicopata” intelectual
Era um ser que sonhava “demais”
Era o ladrão de corações desgraçados
Era a melancolia do “forever alone”
Era um menino... Homem
Era um sorriso inteiro faltando partes
Era uma vontade de ser melhor
Era a própria interrogação

Era... Porque era é passado

terça-feira, 20 de março de 2012

Nós

Aonde existe poesia nada está fadado ao descaso
Tudo alcança dimensão que transcende entendimento.
Onde existe poesia, existe amor.
Onde existe amor, existe você.
Onde existe você, existo eu.
Onde existimos... Nada mais precisa de explicação.
Na poesia eu sou você, na soma perfeita de um mais um igual a um
O mundo aguardando e a perfeição existindo.
Onde existe poesia, nada pode ser limitado.
Uma razão lógica pra existência do "Nós"

Na sua cama


Seu beijo estremece todo o meu corpo... Pernas bambas, calor intenso, suor escorrendo pela lombar.
Seu toque desvenda meu intimo por debaixo da blusa e eu me arrepio de desejo.
Meu corpo te chama sem pudor...
Em teus braços descubro o desbravar de meu desejo, jogo-me como se não houvesse moralidade, pois em tua cama sou mulher.
Como se não houvesse amanhã eu me entrego ansiando em um só momento todo o prazer possível.
Toca meu corpo sem presa, perceba minha intensidade, pois em sua cama sou verdade.