quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mais cor

Nem sempre é necessário tentar até as últimas conseqüências. É preciso identificar corretamente quando é o exato momento de deixar as coisas correrem frouxas, sem interferências, sem grande importância. Na vida é preciso saber o que e quando se deve realmente levar a sério. Por vezes é bacana rir de si mesmo e deixar que riam também. Com o tempo aprende-se que gritar demais pra ser ouvido não nos faz ser escutados. Cautela, é preciso uma dose farta de cautela para perceber a hora certa de interferir, de se colocar, de se fazer enxergar. Contudo não podemos passar apagados, irrelevantes. É preciso certo brilho na vida. Um olhar vivo, um sorriso intenso. No fim das contas percebe-se que é preciso equilíbrio. Eis a palavra correta para descrever o que efetivamente quero dizer. Quando alcançamos o equilíbrio nos descobrimos mais calmos, pacientes. Descobrimos que existe um tempo certo pra tudo e aprendemos a respeitar isso de forma serena. Resignamos-nos, mas lutamos. Paradoxo, mas garanto real. Acredite a vida pede calma, como já diria a música. A vida pede que encontremos nossa paz interior. A vida pede que passemos a dar importância àquilo que realmente tem valor. Quando encontramos o elo que nos liga com o real valor da vida passamos mais belos aos olhos alheios. É preciso sangue frio, mas coração quente. Não existe uma formula concreta, mas existe um jeito. Cada um tem o seu, mas todos possuímos a chave para a real importância da vida. No fim das contas é como eu disse, equilíbrio. É isso. Essa é a palavra. Mais cor, menos palavras.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Prendam-me

Enquanto eu caminhava solitária como sempre fora, a vida não me sorria. Não que eu esperasse isso dela. Não, dela jamais esperei. Talvez por isso tanta dor. Talvez seja a vida quem sorrir de verdade. Preciso aprender. É, ainda pouco sei. Que clichê. Mesmo caminhando debaixo da chuva que mesmo violenta não escondia minhas lagrimas. Eu pensava em esperar o sorriso da vida. Inútil. Quando não se acredita mesmo em algo, pode-se até ter em conflitos, mas jamais acreditar piamente. Coitada de mim que sempre duvidei de tudo. Mesmo acreditando nos olhares de qualquer um. Duvidei até da minha sombra. Então pensei sobre o mundo e sua vergonha de ser de verdade. Essa é um era da “lição de moral.” Todos o tempo todo tem alguma coisa a dizer sobre o que é correto sem nada dizer. São palavras que tentam lutar contra a insana realidade. Eu até um dia sonhei com a paz. Mas ela não mostrou as caras. Fiquei vendida sem saber como agir, porque aquele sonho era tudo que tinha para me manter ocupada. São apenas sentimentos pensados e digeridos por baixo dos edredons em noites vazias, frias, solitárias. De todos. Ainda tem a coisa da cultura. Ops, me perdi. Isso ai é mentira mais bem elaborada do mundo. Ficamos com as bundas plantadas em nossas confortáveis poltronas diariamente engolindo tudo que vomitam na TV no horário nobre. E eu ainda acredito quase cegamente que viver tem algum sentido. Melhor, tento me convencer disso. Tenho saudades das bandeiras hasteadas ao sol com mais orgulho. Hoje tenho vergonha até de dizer para que time realmente torço. E a julgar que todos acreditaram no sonho de JK quando construiu Brasília. Tentam importar as frias paredes do planalto central como fonte de esperança. Os tolos acreditam porque ainda votam. Eu mesma sou uma tola. Mas ainda tenho a dignidade de votar nulo. Mas ai me dizem “Pra que? Você é um nada na multidão.” Ai que triste verdade. Meu pai mesmo tentou me convencer de fazer algo ao contrário. Em vão. Ainda prefiro uma guerra solitária a simplesmente não lutar por mais nada. Meus ídolos são antigos. Sei que nisso não estou sozinha na massa. Mas ainda sim, por esse motivo, me sinto jogada aos leões sem uma espada que seja. Eu digo The Doors que é bom. E apanho descaradamente. Quando falo de bukowski sofro bullying. Meus ídolos são velhos e eu me sinto uma velha de 200 mil anos mendigando atenção por conta da minha caminhada solitária. Me fechando em minhas paredes com minha bagunça sobre a mesa, um teclado até bom, uma tela que não é minha e uma imaginação fértil, ainda consigo alguma dignidade. Não que estivesse em busca de tanto. Mas enquanto o mundo se revira em sua própria lama eu de cá canto minha canção sozinha e com um leve sorriso nos lábios. Prendam-me, sou uma louca que pensa. Ai de mim que morro aqui no mundo das incoerências e luto por dias melhores. Sou uma derrotada. Façam coro. Enfim, melhor não pensar em nada.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ainda estou aqui



No alvorecer de mais um dia eu me sinto calada
Palavras é um artigo de luxo para expressar meus sentimentos
Olho o dia que me chama com sua luz, mesmo que diante do frio
Buscando mesmo assim sorrir, sigo um rastro de esperança
Quando encarar o sol se torna o símbolo de lembranças doentes fica triste o seguir
As paredes que me cercam parecem mais uma prisão
Estou aprisionada pelo desbravar de uma noite que insiste em claro passar
Minha respiração hoje é acompanhada de perto por outro ser
Respiro para que outro possa também respirar
Talvez isso que ainda me sustenta aqui, assim, seguindo
Tendo como companheira a solidão
Talvez o passado pudesse ser marcado por tons mais vibrantes
Mas não existe redenção onde não existe o perdão
Não existe cura onde o doente não toma os remédios
Mesmo assim meus pés se guiam pelo outro respirar
E assim me descubro em plenitude
Não poderia existir motivo maior e melhor
Estou certa disso e nisso me conforto
O silêncio fiel companheiro que insiste em me acompanhar
Veremos juntos mais uma noite que insiste em claro passar
Contaremos os minutos e segundos do badalar do relógio
Confraternizaremos na escuridão e nos entenderemos
Mas uma coisa tenha como certa
“Quando eu for, eu vou sem pena
Pena vai ter quem ficar”

sábado, 4 de agosto de 2012

Minha medíocre volta


Eu coloquei a mão na maçaneta e virei como se não estivesse ausente por nove anos. Abri a porta e entrei certa de que seria ali meu refugio para os dias que se seguiriam. Que pai nega lar para uma filha? Eu acreditava piamente que nenhum. Minha mãe abriu os braços e me deu um abraço apertado com as lágrimas correndo pelo rosto. Acho que eram lágrimas de felicidade. Meu pai estava sentado no sofá e lá permaneceu se dignando apenas a um oi seco e que mal pode ser ouvido. Não que eu esperasse que aquele homem me recebesse de braços abertos depois de toda nossa história de vida que era dolorida para ambos.
_o que você faz aqui? _ Foi sua pergunta depois do oi que somente ele ouviu.
Ele tinha o dom exato de tornar a vida das pessoas a sua volta insuportável.
_Ela voltou para casa. _ Minha mãe tratou logo de esclarecer.
_Você sabe muito bem que essa casa é pequena demais para mais uma pessoa. _ disse ele da forma mais rude que sabia falar.
Eu escutava tudo aquilo incrédula de que pudesse existir tanta frieza assim em uma só pessoa. Minha mãe se colocou a minha frente e disse que se eu não ficasse ela também iria embora. Ele deu de ombros virou novamente para a televisão e continuou assistido o que fosse que estava passando naquele momento. Eu não conseguia mover meus músculos. Eu tinha chegado ao fundo do poço. Ao sair de casa havia dito a mim mesma que jamais voltaria. Que jamais pediria clemência ou asilo. A vida da voltas e às vezes é preciso voltar às raízes e acertar contas com o que deixamos pendente para trás. Isso acontece inevitavelmente até sem que percebamos. Se no passado ficar alguma coisa pendente as contas terão que serem acertadas mais cedo ou mais tarde. E ali estava eu para acertar minhas contas com meu passado.  Já era noite e minha mãe tratou logo de me preparar um bom lanche e enquanto eu comia preparou minha cama. Acabei de comer e fui logo me deitar. As malas ficariam para o dia seguinte, se é que seriam desfeitas. Me deitei. Logo todos se deitaram também. O silêncio enfim reinou. Eu me virava o tempo todo na cama, meus pensamentos não me permitiam fugir da figura amarga daquele que deveria ser meu pai. Comecei a chorar. Eu calada com as lágrimas escorrendo invejava as pessoas que tinham um pai para amar. Um ser que parecia com um super herói e que era motivo de orgulho. Eu queria sumir. Pegar minhas coisas, cuspir toda a verdade na cara dele e desaparecer como órfã, sem ter para onde ir e sem um passado para ser lembrado. Realmente era amargamente impossível amar aquele ser que me dera um vagabundo sobrenome. Eu voltara, depois de anos, humilhada, sem dignidade alguma, sem lar, sem direção e cheia de dor. E ele fazia questão de apertar com seu dedo polegar bem em cima da ferida aberta. Como amar um ser que me transformara na desgraça que sou? O mundo gritava na minha cara com todas as letras que eu deveria lhe ter apreço, mas deitada naquela cama, na mais profunda solidão eu só conseguia odiá-lo da minha melhor forma. Ele era odioso até para quem não o conhecia. Eu havia me transformado em uma mulher culta, de certo modo era inteligente, digamos que bonita, mas ficava a cada dia mais claro que eu teria tudo eternamente, porém amor não era uma coisa que me pertenceria. Dizem que a base familiar era o segredo do sucesso, logo eu não conheceria o sucesso partindo desse ponto. O mundo do lado de fora da janela estava se cagando para isso e eu chorava. Não porque era fraca e sim porque me era a única alternativa naquele momento. Me levantei. As lágrimas me sufocavam. Pensei em colocar fim a minha medíocre existência e me descobri covarde até para isso. Eu fracassava até quando era necessário ao extremo. Me sentei no chão do banheiro sobre o tapete e fiquei longamente cogitando todas as possibilidades que existiam para por fim a toda aquela angustia. Minha mãe roncava como sempre alheia a tudo. Inerte no seu mundo que eu jamais conseguirei compreender. Eu só queria por um instante ter o poder mágico de tocar o foda-se para tudo e em um rompante juvenil juntar meus trapos e ver o mundo do lado de fora. Mas eu não queria mais ser miserável. Coloquei a música deja vu da Pitty para tocar e fiquei procurando aquela mulher fria que eu sempre fora. Eu estava só no mundo, não da boca pra fora, coisa séria. Aqueles que queriam se aproximar eu me cagava para eles. Não porque os odiava e sim porque não suportava seus olhares de pena e reprovação. O mundo me cobrava amadurecimento, porém o cara que deveria me ensinar sobre isso era um completo bosta. Era isso. O mundo em silêncio me observava dando braçadas na merda que era minha vida. Aquele que me dera nome na certidão de nascimento dormindo sono pesado e sereno. Minha mãe roncando seu remédio para dormir. E eu sentada naquele banheiro não vislumbrando nada, envolta em lágrimas e mais lágrimas que não se cansavam de escorrer. Pena que esse não era o fim. Novos dias surgiriam até que eu tivesse a coragem para por fim a tudo. Mais certo que os dias surgiriam um após o outro e eu assistiria tudo do camarote da desgraça como sempre fora.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nosso querido Carlinhos Cachoeira

Minha humilde opinião sobre a situação atual da política com o caso do “nosso querido” Carlinhos Cachoeira.
Morando em um país onde nos habituamos com o desfecho a lá ‘jeitinho brasileiro’ de tudo que cerca nossas vidas, nada nos surpreenderia se o caso ‘Carlinhos Cachoeira’ tivesse o mesmo desenrolar ou então o mais famoso ainda, que tudo acabasse em “pizza”. Não estou aqui dramatizando ou até mesmo falando levianamente. Intenção alguma. Estou apenas querendo dar a minha opinião sobre tais “fatos” que envolvem nossa política e tal cidadão.
Recentemente li uma reportagem na revista veja, notinha pequena, poucas perguntas, mas muito reveladoras para aqueles que a ela se ateve. A mulher do senhor Carlinhos Cachoeira falando com a veja sobre seu lado da história. Ou seria estória? Enfim, a senhora Andressa Mendonça, vulgo Senhora Cachoeira, desabafa com a veja sobre suas amarguras de ter marido preso, pouco depois do casamento que na época estava apenas com idade de nove meses. Dizer que porque ela é esposa haveria de saber de tudo, duvido. Imagine que você é um contraventor da lei, grande magnata do poder legislativo sem mesmo ter disputado uma só eleição, se enamora de uma mulher anos mais jovem que você e, com apenas nove meses de casamento, conta todo o esquema de corrupção ao qual você se encontra envolvido. Para mim, soa surreal. Poderia ser que sim, ela tivesse conhecimento de que algo errado acontecia com o homem que o amor, ou o interesse, vai saber, lhe arrebatara. O que a entrevista muito bem nos esclarece já de cara é que ela hoje é o grande canal de ligação de Carlinhos com o mundo fora da prisão. Chegamos exatamente no ponto que quero me ater para mencionar minha repulsa pelo desenrolar de todo esse “carnaval” (Que fique claro que carnaval é uma maravilha, mas é festa, exatamente como esse assunto tem sido tratado por todos nesse país).
Para mim a conversa se desenrola da seguinte forma. O jogo tem um grande poder por conta de suas finanças que são até mesmo mirabolantes. Proibido! Mas como já diria o ditado “Tudo que é proibido é mais gostoso”. Homens adultos não fogem a regra, se você pensava que isso só acontecia com adolescentes, se enganara por completo. Proíba e verá pessoas de todas as idades assanhadas por conta de tal coisa proibida. Pois bem, o jogo no Brasil é proibido, porem muito rentável. Logo um objeto de grande desejo para todos aqueles que trazem consigo certa malicia a mais e claro, condições para tal advento. Carlinhos Cachoeira era a mente brilhante que conseguiu construir um castelo, até então, sólido sobre os jogos (proibidos) no Brasil. Foda-se a regra, foda-se a lei, foda-se tudo, principalmente porque como todos bem sabemos, nosso país é conhecido pela máxima que diz “quem tem dinheiro tem o poder e nunca está propenso a ser punido por qualquer ato ilícito.” Mas Carlinhos, inteligente como só ele, pensa da seguinte forma (Acredito eu), ‘preciso me aliar a alguns políticos para que isso realmente me aconteça. ’ Uma certificação a mais de que sua impunidade diante da lei prevalecesse sobre qualquer circunstancia. Mas para mim, esse foi o grande erro de Carlinhos Cachoeira. Porque justamente ai se encontra o outro lado da conversa toda. Quem acima de qualquer ser que habite esse planeta chamado terra, mais ainda país chamado Brasil passa ileso, com apenas algumas poucas e quase desconhecidas exceções, por nossa lei? Os políticos. É claro! Logo, quando pego em algum possível escândalo, ele se valerá de seus aliados, que não estão na “maior” esfera de poder, o legislativo, como o que? Como “bode expiatório”, ou se você preferir “para cristo”.
Quem é advogado sabe melhor do que eu a respeito do que irei dizer: quem é réu primário possuí residência fixa, não apresenta qualquer risco para a população e não foi pego em flagrante pode responder em liberdade por seus crimes. Vou deixar aqui uma coisa muito clara, está mais do que óbvio para todos que Carlinhos deve sim a lei, que suas negociatas eram escusas e que por isso deve pagar. Mas também já ficou bastante comprovado que junto com ele se encontram uma quantidade considerável de políticos tão envolvidos quanto ele e com o mesmo grau de periculosidade, portanto considero que se Carlinhos tem que ficar preso enquanto seu caso está sendo averiguado e julgado, todos os envolvidos deveriam também estar. Ou então, a lei deveria prevalecer, fazendo com que Carlinhos como todos os outros ficassem livres para responder sobre seus crimes e se preparando igualmente para seus futuros, que espero eu, seja presos.
E como se feder já fosse pouco para toda a bosta que jogaram no planalto central, a pegaram e jogaram no ventilador, surgindo assim às licitações ilícitas com a Delta, coisa essa que já sabíamos muito bem que existia, e não era de hoje, e mesmo assim a população colocou algumas figurinhas repetidas no poder novamente nas últimas eleições.
Muitos me dizem que sou contraditória quando digo que sou socialista e apolítica, mas com esses relatos que descrevo acima já esclareço o porquê do meu posicionamento com relação a nossa política. Eu sou socialista, porque sim, sou uma “romântica” que acredita na igualdade para todos independente de sua posição social ou até mesmo criminal. Todos devem ser tratados com respeito independente de como agimos, já que possuímos leis, elas devem valer com máxima justiça. Mas infelizmente (Ainda) moro em um país Capitalista, porque aqui fui gerada e criada, amo meu país, terra mais linda e hospitaleira está para existir, mas não partilho dessa política, portanto aqui sou apolítica, até mesmo porque nem os socialistas aqui conseguem ser íntegros, quando ingressam na política.
Recentemente ouvi um reporte na televisão, que agora me foge a memória o canal e o nome de tal individuo, dizendo que se os socialistas gostavam tanto assim dessa baboseira toda que pregam deveriam se mudar para países que aderiram a tal regime. Pois digo a esse senhor que é claro que somos visto de forma ruim porque, caso fosse aderido aqui ou em qualquer outro lugar o regime socialista acabariam essa palhaçada de corrupção que não é interessante aos políticos que constroem suas riquezas em cima de roubos, a maior minoria, a classe rica que está em uma proporção de 10% da população e mais um outro tanto de pessoas que amam e defendem o capitalismo mesmo quando são roubados bem debaixo dos seus narizes. E claro em Cuba, onde citam com mais freqüência quando tentam nos mandar para bem longe de seus interesses levianos, o poder socialista predominou sobre o capitalista através de força armada e popular, mas isso borra as calças de um governo que mesmo com toda a corrupção e bagunça que aqui se encontra tem conseguido grande crescimento sendo hoje o sexto país mais rico e muito respeitado em zona estrangeira. Lembrando que mesmo sendo socialista, se o capitalismo fosse usado de forma correta e justa poderia eu mudar de idéia com relação a minha ideologia política. “Eu não tenho medo de mudar de idéia, tenho medo de não ter idéia para mudar.” Deixo claro aqui que defendo a real ideologia socialista, a que foi tão sonhada por Che Guevara que infelizmente não conseguiu colocar em pratica.
Sai político, entra político nesse nosso país e não vemos mudanças. Fernando Henrique saiu e Lula fez sua cama sobre a corrupção dos “amigos”, Dilma entrou e está trilhando o mesmo caminho, eles não conseguem ser amigos nem uns dos outros e alguém ai acredita que serão nossos? Eu não!
No Brasil, prevaleceu, prevalece e prevalecerá, enquanto essa putaria permanecer e nem digo de capitalismo não, mas do povo votando errado, o “Salve-se quem puder” e “Cada um por si”. Ser político no Brasil é muito mais do que constituir leis e faze-las valer, muito mais do que manter em ordem o nosso país, muito mais do que defender nossos interesses, mas agora os políticos viraram celebridades. Diga-se de passagem, a quantidade de analfabetos ou até mesmo pouco instruídos que chegam ao poder, como Tiririca e Lula. Acho que vou começar a fazer um bolão para saber a próxima celebridade da vez em Brasília. Penso que é nesses momentos que JK deve se revirar no tumulo ao ver que criou a cidade com duplo nome, Brasília e Corrupção, se chamada por qualquer um dos dois ela atende.
A verdade é que, estão agora políticos exaltados quando interrogando os “já culpados” e esses não querem falar se valendo de lei criada por seus anteriores que diz “O réu tem o direito de se manter calado, não criando assim prova contra si mesmo” (Essa é a modinha da vez no Reality Show chamado senado), mas se colocar todos em um batedeira obteremos um bolo de massa homogênea. Todos “farinha do mesmo saco”. Para aqueles que se sentirem ofendidos com minhas palavras digo que procurem seus colegas, que a cada dia deixam surgir mais um pobre, e se entendam com eles, porque sinceramente ta difícil de lhes dar a credibilidade que um político deveria ter.
Lamentável, pelo menos para mim, saber que moro em um país tão lindo, o sexto mais rico do mundo e o mais vergonhoso de todos por conta da corrupção. Alguém ai me indica um buraco, por favor?  

sábado, 26 de maio de 2012

Chega então

As vozes diriam para que a luta não parasse, mas o coração diz chega. No final do túnel existe uma luz que não quer ser dividida. A lucidez bateu em retirada. Ficaram as lágrimas que não param de escorrer. Existiria poesia, mas para poesia precisa companhia. uma caminhada solitaria é só o que existe. O amor não me escolheu e eu burra continuo tentando, como se isso me redimisse de ser quem sou. Qu...em sou? Pouco importa. Quem pode viver sem amor? Essa não seria eu. Um pausa. Nenhuma razão, mas muita vontade. Cheia de covardia a gente segue não dando ouvido as vozes e rastejando na dor que nos torna tão humanos. Eita poesia vazia, sem sentido e fodida. É a vida gritando por nosso sangue e continuamos crédulos diante de toda essa desgraça. Que seja, eu já nasci e já estou aqui tem um tempo, não existe volta.

sábado, 19 de maio de 2012

"Crise de identidade"


Às vezes a fonte seca. Posso assegurar que esse é um dos piores momentos daqueles que vivem de criar “coisas”. Mas acontece e muitas vezes ao longo de diversos processos criativos. Bate uma insegurança tão profunda que pensamos em todas as desgraças possíveis. Fazemos as mais tolas perguntas a nós mesmos. Por que esse momento tão escasso de boas inspirações? Será mesmo que sou uma pessoa criativa? Será que esse é realmente meu papel a ser desempenhado nessa vida? Isso acontece em geral com pessoas que vivem da criação em todos os âmbitos.

Porém isso também acontece na vida. Momento esse que vou denominar de “crise de identidade.” Quem, em algum momento da vida, não parou e se perguntou ‘Qual a minha real função nesse mundo?’ ‘Pra que existir se nada faz sentido?’ Todos, em algum momento, já se encontraram nesse estado de profunda reflexão sobre sua existência. E digo mais, ou melhor, aposto com qualquer um, esse é o pior momento de qualquer pessoa. É meio doído sentir que nada faz sentido, sentir que os dias estão passando e nada se torna palpável ou no mínimo razoável.

Eu pensei em mil possibilidades para expandir meu texto e deixá-lo interessante não dependendo de uma mensagem, digamos que, de alto ajuda. Pensei em falar sobre os adolescentes que nessa fase sempre entram em mil conflitos, seja para escolher seu futuro profissional ou até mesmo sua situação amorosa ou estética. Mas não, ainda sofro com essa constatação, porém quero mesmo deixar uma mensagem para as pessoas que se encontram nesse estado, quase beirando ao ‘se entregar e desistir’.

Eu me encontro em um momento desses, por dias e dias não tenho conseguido escrever nada. Ou melhor, escrevi sim, um texto de despedida, dizendo que não iria mais escrever. Disse aos meus amigos que desistiria disso, escrever me faz muito bem, mas estou nesse momento me considerando a pior escritora do mundo. Eu fiquei triste. Chorei. Me lamentei. Me envergonhei de todos os meus textos. Lamentei pelas pessoas que leram meus textos e por ai vai. Uma danada e sofrida “crise de identidade” de criação.      

Talvez esse processo ainda leve um tempo, to tranqüila para isso, especialmente porque esse período tem me ensinado uma lição valiosíssima e nesse momento quero dividir com todos que, por algum acaso, se interesse em ler minhas pobres palavras.

Nós não precisamos ser impecáveis sempre. Não precisamos estar certos numa constante sem tropeços. Por vezes, precisamos nos permitir ser humanos, perceber que erramos e isso faz parte do nosso processo evolutivo, que julgo tão importante. Acertar é legal, temos que lutar sim para que nossas atitudes possam refletir um futuro tranqüilo e correto, mas não podemos fazer disso uma luta incessante e desleal com nós mesmos. É preciso encontrar um equilibro entre o acertar e errar. Encontrar a formula para que possamos errar sem que isso nos prejudique, mas conscientes de que errar é normal dependendo da situação.

A cada dia o mundo tem nos cobrado mais acertos intensos e mirabolantes. A nova geração cresce em uma desenfreada busca pelo melhor lugar no mercado de trabalho e isso reflete no andamento da sociedade. Jovens mais solitários, ricos e por vezes infelizes. Amar, casar, ter filhos tem se tornado uma coisa obsoleta e sem valor. O mundo cobra, profissionais perfeitos e intocáveis. Verdadeiros robôs. A cobrança é tão grande que o índice de frustração tem se tornado cada vez maior, afinal ainda estamos no Brasil, um país subdesenvolvido. Nossa educação ainda é um grande dilema. Mas o mundo grita cada vez mais alto e forte ‘profissionais perfeitos. ’

Mesmo diante desse quadro da nossa atualidade eu ainda sou uma eterna sonhadora. Uma apaixonada e revolucionaria incansável. Eu ainda acredito em valores antigos que podem ser somados aos atuais, sem que isso gere conflitos.

Não, eu não quero me tornar uma máquina, que se movimenta de acordo com os padrões impostos pela sociedade. Cada pessoa é de uma forma, se movimenta ou se articula de acordo com suas possibilidades. Não existe padrão no mundo que determina o que torna uma pessoa melhor do que a outra. Nenhum dinheiro pode ser maior do que caráter, nenhum status social pode ser maior do que amor, nenhum diploma pode ser maior do que felicidade. A marcha para a desvalorização do individuo no coletivo tem que ser parada urgentemente, a concorrência desenfreada de robôs e não humanos tem que ser estagnada “ontem”. Vamos arquivar o processo de super valorização do ‘cada um por si e salve sem puder’.

Não estou aqui pregando que a educação é algo desnecessário ou sem importância alguma. Imagina! Eu mesma tenho me atualizado para não perder, de certa forma, essa evolução. Mas estou aqui dizendo que, enquanto nossa educação for esse jogo de interesse de políticos corruptos, que visam seus bolsos enquanto aceitam que o mercado de trabalho cobre cada vez mais e nossa educação publica caminha a passos lentos no caminho do desenvolvimento, teremos jovens frustrados e cansados em busca de algo que deveria ser um direito, como se isso fosse um favor, mas que nossos impostos pagam tão bem.

Eu preguei, prego e pregarei eternamente o valor de cada pessoa individualmente, que se ajustado, de forma correta no coletivo, tem muito mais importância do que sozinho.

Eu me encontro em uma difícil “crise de identidade” criativa, você pode estar em uma “crise de identidade” pessoal, existem varias formas dessa tal “crise de identidade”. Esse é aquele momento solitário que, na maioria das vezes, nada do que digam pode ajudar. Porém é importante pensar que independente de como, cada pessoa tem seu valor, que não pode ser subestimado jamais.

Seja qual for sua “crise de identidade”, saiba que ela passará, enquanto isso não acontece, aproveite esse momento para se conhecer melhor, se permita a esse momento de inércia existencial. Foque em crescer para si mesmo. Foque em ser para si mesmo. Sem se preocupar de forma desmedida com o que esperam de você. Cada um sabe muito bem qual escolha deve ser tomada e é sua própria consciência que dormirá com as conseqüências eternamente. Somente você pode julgar o que é realmente importante para si. Somente você pode saber o que quer para si mesmo. Somente você pode fazer acontecer aquilo que almeja tanto. Não pese na balança de suas escolhas e ações vontade e pensamentos alheios. Saiba que suas atitudes refletem como você será visto, mas não faça disso um peso para que a escolha não seja tomada para sua felicidade e somente sua felicidade. Use sua essência e sua razão a seu favor. Seja protagonista de sua própria história de vida.

 Mas lembre-se sempre, isso tudo em um equilíbrio para enxergar que, da mesma forma que você, existe outras pessoas, cada qual com sua medida certa de importância que torna cada um especial.

Bom, acho que misturei um poucos os assuntos... Mas então, isso prova meu mau momento criativo. Porém, acho que foi muito válido, especialmente para mim, esse momento em que dividi minhas “fraquezas” com todos.

O mundo cobra perfeição, mas eu não ligo de ser retrô.